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Due Diligence: por que ela é fundamental para investidores

A Due Diligence é uma verificação de antecedentes que avalia histórico pessoal, origem dos recursos e histórico patrimonial para garantir a conformidade com as normas internacionais de prevenção à lavagem de dinheiro.

Esta verificação determina se a sua solicitação de cidadania ou residência será aprovada ou rejeitada.

O que é Due Diligence?

A Due Diligence é uma verificação rigorosa de antecedentes realizada antes de iniciar uma relação financeira ou jurídica — seja para abrir uma conta bancária, comprar um imóvel ou solicitar uma segunda cidadania ou autorização de residência por investimento.

O procedimento de Due Diligence visa combater a lavagem de dinheiro, a evasão fiscal e o financiamento do terrorismo — em conformidade com os padrões internacionais estabelecidos por órgãos como o Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (GAFI/FATF)[1] e a Diretiva da UE contra a Lavagem de Dinheiro Nº 2024/1640[2].

Due Diligence padrão para cidadania ou residência

No contexto dos programas de migração por investimento, a Due Diligence vai além de uma simples verificação de identidade. Trata-se de uma avaliação em múltiplas camadas sobre todo o histórico do investidor: 

  • origem e licitude do seu patrimônio;
  • atividades empresariais;
  • conformidade fiscal;
  • reputação pública;
  • e conduta pessoal. 

O processo costuma abranger simultaneamente as dimensões financeira, jurídica, fiscal e reputacional. 

Todos os solicitantes a partir de uma determinada idade passam por essa análise. Por exemplo, em Malta, a Due Diligence aplica-se a solicitantes a partir de 12 anos, enquanto nos países caribenhos a verificação abrange, em sua maioria, solicitantes a partir de 16 anos.

O rigor e a duração do processo variam significativamente de acordo com a jurisdição — de alguns dias em Vanuatu a 6 a 8 meses em Malta.

Vladlena Baranova

Vladlena Baranova,

Diretora do Departamento Jurídico e de Compliance AML, CAMS, IMCM

Uma recusa fundamentada nos resultados da Due Diligence pode ficar registrada e afetar a situação do investidor em solicitações futuras. No entanto, muitos riscos podem ser gerenciados quando o processo é preparado de forma minuciosa desde o início.

A qualidade e a integridade da solicitação influenciam diretamente tanto a probabilidade de aprovação quanto a rapidez da análise. Um agente licenciado experiente antecipa possíveis questionamentos, garantindo que a solicitação apresente a situação do investidor de maneira precisa e completa — deixando o mínimo espaço possível para pedidos de esclarecimentos adicionais por parte do departamento competente.

Due Diligence aprofundada para indivíduos de alto risco

A Due Diligence aprofundada (Enhanced Due Diligence — EDD) aplica-se quando o processo apresenta indicadores de risco elevado: 

  • vínculos com uma Pessoa Politicamente Exposta (PEP), seja o próprio solicitante, um familiar ou um associado próximo; 
  • estruturas patrimoniais complexas ou multijurisdicionais; 
  • residência ou atividade empresarial em países sensíveis ou de alto risco; 
  • cobertura negativa relevante na mídia, litígios pendentes ou recusas anteriores de imigração.

Pessoas Politicamente Expostas geralmente incluem ocupantes atuais e antigos de cargos públicos de alto escalão, parlamentares, executivos seniores de empresas estatais, bem como seus familiares próximos — cônjuges, pais, filhos — e associados próximos conhecidos. A enquadramento como PEP pode estender-se de 12 meses a vários anos após a saída do cargo, dependendo da jurisdição. 

O status de PEP não resulta automaticamente em recusa — apenas eleva o padrão probatório e, na maioria dos casos, amplia o prazo de análise.

A Due Diligence aprofundada vai além da verificação padrão de KYC em diversos aspectos. Normalmente inclui:

  • varredura ampliada em arquivos de imprensa, juntas comerciais, registros judiciais e regulatórios; 
  • mapeamento do beneficiário final e de relações com partes relacionadas para demonstrar que as transações foram realizadas em condições estritamente comutativas de mercado; 
  • reconstrução da origem do patrimônio — rastreando como os ativos foram acumulados ao longo do tempo e vinculando receitas históricas aos saldos atuais; 
  • referências independentes de ex-empregadores, auditores ou partes contratantes, quando apropriado; 
  • e, em alguns casos, uma entrevista presencial ou online para esclarecer fatos específicos ou sanar divergências na documentação.

Entre os documentos frequentemente solicitados estão extratos bancários, declarações de imposto de renda, demonstrações financeiras auditadas, registros societários, comprovantes de dividendos e folha de pagamento, registros de bens e declarações juramentadas.

Entendendo a Due Diligence: o que ela envolve e como se preparar

Entendendo a Due Diligence: o que ela envolve e como se preparar

  • Entenda cada etapa do processo de Due Diligence

  • Saiba quais documentos são necessários e por quê

  • Tenha uma visão clara de prazos e custos

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Quem realiza a Due Diligence

A Due Diligence é estruturada em múltiplas camadas e realizada em diversas etapas. A cidadania é concedida somente após todas as partes envolvidas no processo emitirem seus relatórios finais.

  • 1

    Agente autorizado

    Um agente autorizado pelo governo realiza uma verificação preliminar de Due Diligence abrangendo todos os fatores relevantes — antecedentes criminais, recusas anteriores de visto ou cidadania, origem lícita dos recursos de investimento e reputação pública — para o solicitante principal e todos os familiares adultos incluídos no pedido.

    A verificação permite que eventuais riscos sejam identificados precocemente e devidamente instruídos com documentação consistente antes do envio oficial.

  • 2

    Unidade de Cidadania ou Residência por Investimento (CBI/RBI)

    A agência governamental designada analisa a solicitação e os documentos comprobatórios apresentados pelo agente autorizado, verificando sua integridade, autenticidade e a legitimidade das fontes de renda.

    Como parte desse processo, as autoridades nacionais também consultam todos os solicitantes em bancos de dados internacionais de aplicação da lei e de sanções, incluindo sistemas integrados à Interpol e Europol.

  • 3

    Oficiais independentes de Compliance

    Uma Due Diligence aprofundada é conduzida para verificar e examinar detalhadamente as atividades empresariais, as finanças e as conexões comerciais e políticas do solicitante.

Como se preparar para a Due Diligence

O rigor e a transparência afetam diretamente tanto o resultado quanto o tempo necessário para que uma decisão seja tomada. Recomendamos seguir os passos descritos abaixo.

1. Escolha um agente autorizado com especialização dedicada em compliance

Nem todos os agentes tratam a Due Diligence com o mesmo nível de rigor. Procure uma empresa que possua um departamento de compliance dedicado e experiência direta na realização de verificações preliminares — e não uma empresa que trate a Due Diligence como mera formalidade administrativa conduzida sem o devido cuidado.

Além disso, um agente de reputação sólida realiza a análise preliminar de Due Diligence antes que você assuma qualquer compromisso financeiro. Essa etapa existe para identificar riscos que poderiam levar a uma recusa — e para oferecer uma avaliação honesta sobre as suas chances. Assinar um contrato e pagar por serviços antes da conclusão dessa análise coloca você em uma desvantagem desnecessária.

2. Forneça informações completas e precisas

A consistência da sua solicitação depende diretamente da qualidade das informações compartilhadas com seu agente. Isso inclui seu histórico pessoal, familiares incluídos no pedido, fontes de renda e patrimônio e — quando relevante, sobretudo para pessoas politicamente expostas — informações sobre sócios comerciais. 

Se houver fatores em seu histórico pessoal ou empresarial que possam suscitar questionamentos — cobertura negativa na mídia, envolvimento anterior em processos judiciais, estruturas corporativas complexas —, seu agente precisa ter conhecimento deles antes do envio, e não depois. 

A omissão de dados não protege o solicitante; pelo contrário, cria lacunas que os departamentos governamentais irão investigar.

Vladlena Baranova

Vladlena Baranova,

Diretora do Departamento Jurídico e de Compliance AML, CAMS, IMCM

A presença de um fator de risco não significa que o pedido de cidadania ou residência do investidor será rejeitado. Em vez disso, o fator de risco levará a uma fiscalização mais minuciosa da solicitação. 

Quase qualquer fator de risco pode ser fundamentado: matérias infundadas na imprensa podem ser rebatidas com provas documentais, e processos judiciais passados podem ser esclarecidos e instruídos com as certidões correspondentes. 

Uma solicitação bem preparada antecipa questionamentos e responde a eles antes mesmo que sejam formulados, reduzindo a probabilidade de exigências adicionais e otimizando o prazo geral do processo.

3. Reúna todos os documentos necessários

Com base nas informações fornecidas, os advogados elaborarão a lista específica de documentos necessários para o seu caso: passaportes, certidões de casamento e nascimento, dados de registro empresarial, extratos bancários e quaisquer outros registros pessoais ou financeiros relevantes para o programa escolhido. 

Nos casos em que explicações adicionais forem necessárias, os advogados também poderão preparar declarações juramentadas para acompanhar o processo.

Erros comuns na preparação da Due Diligence

Ausência de vínculo claro entre receitas históricas e saldos atuais. Os analisadores precisam entender como o patrimônio foi acumulado ao longo do tempo e como ele se conecta aos recursos utilizados no investimento. Extratos bancários datados, contratos e declarações de imposto de renda devem compor um histórico contínuo e rastreável.

Depósitos em dinheiro ou transferências de terceiros sem explicação. Quaisquer recursos que não possam ser claramente atribuídos a uma fonte lícita devem ser excluídos da rota de investimento ou acompanhados de documentação que comprove sua origem e finalidade.

Algumas jurisdições permitem o patrocínio de terceiros, desde que seja totalmente documentado e transparente.

Divergência de datas e valores entre documentos. Contratos, extratos bancários e declarações fiscais devem ser totalmente convergentes entre si. Havendo discrepâncias, elas devem ser identificadas, reconciliadas e justificadas antes do envio.

Omissão de recusas ou investigações anteriores. Recusas anteriores de visto ou cidadania, investigações regulatórias ou processos judiciais omitidos na solicitação costumam surgir durante as checagens das autoridades — e a omissão é tratada de forma mais severa do que os fatos em si. Informe tudo desde o início e apresente as decisões oficiais e o contexto pertinente.

Documentos sem certificação ou tradução. A maioria dos programas exige cópias autenticadas ou apostiladas e traduções juramentadas quando o idioma original não for o inglês. Os requisitos variam por jurisdição e devem ser seguidos à risca.

Fluxos de criptoativos ou moedas estrangeiras sem documentação de KYC. Transações envolvendo criptomoedas ou operações de câmbio devem ser amparadas por registros de KYC de entrada e saída (on-ramp/off-ramp), com contrapartes e valorações devidamente estabelecidas.

Movimentações circulares de recursos. Quando os recursos aparentam retornar à sua origem antes de serem aplicados no investimento, os analisadores questionam sua real procedência. Cada trecho da operação deve ser comprovado documentalmente, ou os recursos devem ser substituídos por uma fonte comprovadamente direta e lícita.

Como passar com sucesso pela verificação de Due Diligence?

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Informações necessárias para a Due Diligence

Tanto o histórico pessoal quanto o empresarial do solicitante passam por rigorosa análise durante o processo de Due Diligence. Compartilhar essas informações de forma completa e precisa com seu agente autorizado permite que a equipe jurídica prepare um conjunto documental adequado, minimizando o risco de um resultado negativo.

Informações gerais

As seguintes informações devem ser declaradas ao seu agente:

  • fontes de renda, atividades empresariais e estrutura societária;
  • situação financeira atual;
  • certidões de antecedentes criminais ou detalhes de processos em andamento ou passados;
  • recusas anteriores de visto, autorização de residência ou cidadania em outro país;
  • aspectos que possam impactar a reputação pessoal ou empresarial;
  • qualquer vínculo — direto ou por meio de familiares — com atividades políticas.

A Immigrant Invest trata todas as informações dos clientes sob estrito sigilo profissional. Os dados são compartilhados exclusivamente com o órgão governamental responsável pela análise, conforme exigido pelo processo oficial de verificação. Com base nas informações fornecidas, nossos advogados organizam a lista completa de documentos a serem apresentados no pedido de cidadania ou residência por investimento.

Fatores de risco que afetam o resultado da Due Diligence

Determinados aspectos do histórico do solicitante podem suscitar questionamentos durante a análise de elegibilidade — e, em alguns casos, levar a uma recusa. Compreender esses fatores de risco com antecedência é a forma mais eficaz de gerenciá-los.

Os fatores de risco são avaliados em diversas áreas fundamentais: país de cidadania, residência e negócios do solicitante; histórico judicial e financeiro; natureza das atividades empresariais; estrutura e jurisdição de registro de suas empresas; enquadramento como pessoa politicamente exposta; e reputação pública. Cada categoria reflete uma preocupação específica de compliance e é analisada de forma independente durante o processo de Due Diligence.

Quanto maior o número de fatores de risco aplicáveis ao solicitante, mais complexa se torna a análise. Estar ciente dessas categorias com antecedência permite aos solicitantes reunir as provas adequadas e abordar o processo com expectativas realistas.

  • País de cidadania, residência e negócios

    • Afeganistão
    • Bielorrússia
    • República Democrática do Congo
    • Cuba
    • Gana
    • Irã
    • Iraque
    • Líbano
    • Líbia
    • Mianmar
    • Coreia do Norte
    • Rússia
    • Somália
    • Sudão
    • Síria
    • Venezuela
    • Iêmen
    • Zâmbia
    • Zimbábue
  • Histórico judicial

    • Antecedentes criminais já prescritos ou baixados
    • Participação em audiências judiciais como réu, mesmo com absolvição
    • Falência como pessoa física ou jurídica
  • Atividade empresarial

    • Extração mineral
    • Produção de petróleo e gás
    • Jogos de azar, ex.: cassinos
    • Comércio de bens de alto valor: imóveis, joias, obras de arte, antiguidades, veículos de luxo, metais preciosos
    • Transporte de cargas
    • Fabricação de armas e outros produtos para a indústria militar
    • Consultoria, ex.: auditores ou advogados
    • Serviços de intermediação
    • Atividades de corretagem
    • Indústria do tabaco
    • Processamento de resíduos
    • Construção de infraestrutura
    • Investimentos em criptomoedas
  • Características da empresa

    • Registrada em jurisdição offshore
    • Estatal em país de alto risco
    • Estrutura societária complexa, dificultando a identificação dos beneficiários finais
    • Fundo, fundo de hedge, trust ou family office atendendo clientes de alto patrimônio
    • Inclusão na lista de empresas sancionadas pela UE, EUA ou Ucrânia
  • Pessoas politicamente expostas

    • Solicitante que seja ou tenha sido político ou servidor público deve comprovar que os recursos a serem investidos foram obtidos de fonte não relacionada ao serviço público e que seus vínculos econômicos e políticos não estão e não estiveram associados à corrupção
    • Aplica-se ao investidor, seus familiares e sócios comerciais
  • Noticiário negativo

    - Informações desabonadoras na internet e na mídia sobre o investidor ou seus negócios

Quando determinados fatos exigem uma avaliação profissional antes de serem submetidos à Due Diligence, anexamos à solicitação pareceres jurídicos e informações complementares sobre a questão.

Vladlena Baranova

Vladlena Baranova,

Diretora do Departamento Jurídico e de Compliance AML, CAMS, IMCM

É fundamental que nossos clientes compartilhem o máximo de informações possível sobre seu histórico. Isso nos ajuda a preparar e submeter um processo completo e bem estruturado. Ao final, essa abordagem garante que a solicitação do cliente seja transparente e de fácil análise — a transparência é frequentemente o fator decisivo para uma parecer favorável do governo.

Como funciona a Due Diligence: passo a passo

Com base na experiência da Immigrant Invest, a Due Diligence ocorre em várias etapas e leva cerca de 3 a 6 meses na maioria das jurisdições.

1

1 dia útil

Due Diligence preliminar por um agente licenciado

Solicitações de cidadania ou residência por investimento só podem ser submetidas por meio de agentes autorizados pelo governo.

Os agentes credenciados pelo governo devem realizar verificações de Due Diligence no padrão Know Your Customer (KYC) conforme as normas do setor. O agente envia os resultados dessa verificação para o departamento governamental competente ou serviço de migração.

A Immigrant Invest conta com um departamento próprio de compliance. Realizamos verificações preliminares de Due Diligence antes de assinar contratos com os investidores. O investidor precisa apenas nos fornecer uma cópia do passaporte. Se identificarmos qualquer risco de recusa do pedido, apresentamos uma solução: incluir documentos explicativos adicionais ou direcionar o caso para outro programa.

Faça um teste rápido e anônimo para entender melhor as nuances das verificações de Due Diligence.

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2

2+ semanas

Preparação dos documentos

Com base na situação específica do investidor, os advogados preparam a lista personalizada de documentos necessária para a montagem do processo. Se necessário, providencia-se o apostilamento e a tradução juramentada.

3

De 3 dias a 8 meses, dependendo do país

Due Diligence principal

Assim que o agente autorizado submete a solicitação, a Unidade de CBI ou RBI analisa a reputação do investidor, o enquadramento como PEP, eventuais recusas anteriores de visto ou cidadania e a licitude dos negócios e dos recursos. Pessoas físicas ou jurídicas sancionadas não são elegíveis. 

Em casos específicos — como processos que envolvem conexões políticas —, o histórico de sócios comerciais também é analisado.

Qualquer pedido de documentos adicionais estende o prazo de análise, razão pela qual um processo completo e bem elaborado é essencial desde o início.

4

1 dia

Entrevista

Algumas jurisdições, como os países caribenhos, exigem que os solicitantes passem por uma entrevista com autoridades governamentais. Essas entrevistas são realizadas normalmente em formato online.

5

1+ semanas

Verificação por meio de organizações internacionais e por agentes independentes

Nesta etapa, as Unidades de CBI ou RBI cruzam os dados com os bancos de dados da Interpol e da Europol. 

Em alguns países — sendo Malta o exemplo mais notável —, a Residence Malta Agency também contrata relatórios de empresas independentes de Due Diligence, que verificam as informações fornecidas pelo investidor e pesquisam em bancos de dados locais e internacionais de cada país onde o solicitante e seus familiares residiram.

6

1+ meses

Decisão sobre a solicitação

Com base nos resultados da Due Diligence, o órgão governamental responsável decide pela aprovação ou recusa do pedido de cidadania ou residência do investidor. 

Em caso de aprovação, o investidor cumpre os requisitos restantes, e o órgão solicita a emissão dos documentos de cidadania ou residência.

7

Conformidade pós-aprovação

Em alguns países, os investidores devem continuar cumprindo todas as condições mesmo após a obtenção da cidadania ou residência. Por exemplo, em Malta, os participantes do Programa de Residência Permanente enviam relatórios anuais de conformidade por meio de seu agente licenciado. Nos países do Caribe, os investidores devem manter o imóvel por 3 a 7 anos para preservar a cidadania.

Possíveis resultados da Due Diligence

A decisão final em todos os casos cabe à autoridade governamental competente. O papel de uma solicitação bem preparada e de um agente autorizado experiente é garantir que o processo apresentado ofereça à autoridade todas as razões para fundamentar uma decisão favorável.

Aprovação incondicional

A solicitação é aprovada em todas as verificações de mérito e segue para as etapas de investimento e emissão dos documentos, conforme estabelecido pelo programa.

Pedido de informações complementares

A autoridade solicita esclarecimentos ou documentos adicionais específicos — mais comumente para esclarecer lacunas entre receitas históricas e saldos atuais, reconciliar datas ou valores, ou verificar contrapartes. Uma resposta bem estruturada aborda cada ponto diretamente, com evidências datadas e referências cruzadas claras aos documentos já constantes do processo.

Intenção de recusa

Alguns programas emitem uma notificação formal de intenção de indeferimento (Intent to Deny), concedendo ao solicitante um prazo determinado para manifestação. Uma resposta eficaz enfrenta cada questionamento apontado com provas novas e verificáveis, em vez de apenas reiterar o que já foi apresentado. 

Determinados programas também podem convidar o solicitante para uma entrevista antes de proferir a decisão final.

Recusa definitiva

O processo é encerrado. Onde a reapresentação for permitida, exige-se normalmente uma mudança substancial no perfil do solicitante ou o cumprimento de um prazo de carência — condições que variam conforme a jurisdição. 

Nesse contexto, vale destacar que uma recusa em determinado programa pode afetar a elegibilidade em outros, sobretudo no Caribe, onde os países participantes compartilham um banco de dados unificado de solicitantes recusados.

Aprovação na Due Diligence com a Immigrant Invest

Na Immigrant Invest, a Due Diligence não é uma formalidade — é a base de cada processo que conduzimos. 

Analisamos cada caso individualmente, preparamos um conjunto de documentos de apoio abrangente e realizamos nossa própria verificação preliminar antes que qualquer documento seja enviado ao departamento governamental. 

Nossos procedimentos de compliance são cuidadosamente estruturados e utilizam bancos de dados renomados — World-Check e Dow Jones —, que incluem dados da Interpol e da Europol.

Equipe própria de compliance

Diferentemente da maioria das empresas do setor, temos um departamento dedicado focado exclusivamente em Due Diligence

Mais de 3.000 verificações por ano

Realizamos uma verificação de Due Diligence preliminar antes de o cliente assinar um contrato e se comprometer com qualquer programa específico

Taxa de sucesso de 99%

As verificações preliminares ajudam a identificar riscos com antecedência e mitigá-los para garantir um processo de solicitação sem sobressaltos

Mais de 10.000 casos concluídos

Trabalhamos com clientes no mundo todo em 25 jurisdições, auxiliando na obtenção da segunda cidadania ou residência desejada

Sua tranquilidade começa conosco

A Immigrant Invest atua no setor desde 2006 e consolidou a reputação de parceira de confiança — tanto perante governos quanto junto aos clientes.

Somos um agente licenciado

A Immigrant Invest possui licenças oficiais para prestar consultoria e representar clientes em programas de cidadania e residência por investimento. Essas licenças são emitidas pelas autoridades governamentais competentes de cada jurisdição em que atuamos, abrangendo a União Europeia, o Caribe, a Oceania e a África.

Uma licença na área de migração por investimento não é uma mera formalidade — é um pré-requisito legal para qualquer empresa que ofereça esses serviços. Sua obtenção exige a comprovação de que a empresa atende a padrões rigorosos de compliance, transparência e conduta profissional. Para os investidores, trabalhar com um agente licenciado não é apenas recomendável; na maioria dos países, é o único caminho permitido para submeter uma solicitação.

Garantimos sua confidencialidade e a proteção de seus dados

Cada solicitação que conduzimos é tratada com estrita confidencialidade. Informações pessoais e financeiras são compartilhadas apenas com as autoridades governamentais competentes e agências credenciadas de Due Diligence diretamente envolvidas no processamento do seu pedido — e estritamente na medida necessária para essa finalidade.

Nossas práticas de proteção de dados refletem a sensibilidade do patrimônio de informações que nos é confiado:

  • todos os documentos e dados são armazenados em repositórios criptografados com acesso controlado e registros de retenção;
  • o acesso é concedido com base no princípio do menor privilégio — cada membro da equipe visualiza apenas o necessário para sua função;
  • fornecedores terceirizados atuam sob acordos de confidencialidade vinculativos e só estão autorizados a utilizar seus dados para a finalidade específica para a qual foram compartilhados;
  • trabalhamos exclusivamente com recursos rastreáveis pertencentes ao próprio solicitante. Estruturas de financiamento por terceiros não são aceitas, pois comprometem os padrões de compliance e a integridade da solicitação.

Documentos originais e cópias autenticadas seguem uma cadeia de custódia documentada ao longo de todo o processo. Não utilizamos intermediários financeiros informais nem contrapartes indiretas — práticas que, além de suscitarem preocupações de compliance, criam riscos desnecessários para o solicitante.

Equipe responsável pela Due Diligence

Na Immigrant Invest, Oficiais certificados de Compliance em Prevenção à Lavagem de Dinheiro realizam as verificações preliminares e acompanham a preparação dos documentos em todas as etapas do processo.

Pavel Reshetnikov

Pavel Reshetnikov

Consultor, Oficial de Compliance PLD, cert. CAMS

Vladlena Baranova

Vladlena Baranova

Diretora do Departamento Jurídico e de Compliance AML, CAMS, IMCM

Albert Ioffe

Albert Ioffe

Oficial Jurídico e de Compliance, especialista certificado CAMS

Características da Due Diligence em diferentes programas de CBI

Os elementos centrais da Due Diligence são consistentes nos programas de cidadania por investimento: as Unidades de Cidadania por Investimento verificam antecedentes criminais, status de sanções, recusas anteriores de visto ou cidadania em outros países e a legalidade das fontes de renda e do patrimônio do investidor e de seus familiares. 

O que difere entre as jurisdições são os detalhes práticos — os prazos envolvidos e as taxas cobradas em cada etapa.

Prazos e condições de Due Diligence em programas de CBI

Idade dos solicitantes

16+

Prazo

6+ meses

Taxas

$ 10.000 — investidor
$ 7.500 — dependente

Entrevista

Sim

Nível de exigência

Alto

Idade dos solicitantes

12+

Prazo

6+ meses

Taxas

$ 8.500 — investidor
$ 5.000 — cônjuge
$ 2.000 — dependente de 12 a 17 anos
$ 4.000 — dependente com 18+ anos

Entrevista

Sim

Nível de exigência

Alto

País

Idade dos solicitantes

16+

Prazo

3—6 meses

Taxas

$ 7.500 — investidor
+$ 4.000 — dependente

Entrevista

Sim

Nível de exigência

Moderado

Idade dos solicitantes

16+

Prazo

12+ meses

Taxas

$ 8.000 — investidor
+$ 5.000 — dependente

Entrevista

Sim

Nível de exigência

Moderado

País

Idade dos solicitantes

17+

Prazo

3—6 meses

Taxas

$ 5.000 por solicitante

Entrevista

Sim

Nível de exigência

Moderado

País

Idade dos solicitantes

18+

Prazo

Até 1 semana

Taxas

$ 5.500 por solicitação

Entrevista

Não

Nível de exigência

Baixo

País

Idade dos solicitantes

Prazo

Taxas

Entrevista

Nível de exigência

16+

6+ meses

$ 10.000 — investidor
$ 7.500 — dependente

Sim

Alto

12+

6+ meses

$ 8.500 — investidor
$ 5.000 — cônjuge
$ 2.000 — dependente de 12 a 17 anos
$ 4.000 — dependente com 18+ anos

Sim

Alto

16+

3—6 meses

$ 7.500 — investidor
+$ 4.000 — dependente

Sim

Moderado

16+

12+ meses

$ 8.000 — investidor
+$ 5.000 — dependente

Sim

Moderado

17+

3—6 meses

$ 5.000 por solicitante

Sim

Moderado

18+

Até 1 semana

$ 5.500 por solicitação

Não

Baixo

Por que os padrões de Due Diligence estão se tornando mais rigorosos

O objetivo da Due Diligence é direto: confirmar se o histórico do solicitante atende aos requisitos do programa. Os governos querem ter a certeza de que nem o investidor nem os familiares incluídos na solicitação possuem antecedentes criminais, e que os recursos destinados ao investimento vêm de fontes totalmente lícitas.

Compreender as mudanças no cenário de migração por investimento é importante para qualquer investidor que esteja considerando cidadania ou residência por investimento: quanto mais rigoroso for o processo, maior será a segurança da manutenção do status ao longo do tempo — e mais minuciosamente o investidor deve se preparar antes de enviar a solicitação.

Críticas aos programas de migração por investimento

Os programas de cidadania e residência por investimento têm enfrentado críticas constantes por parte da União Europeia e de organizações da sociedade civil internacional. A principal preocupação reside na qualidade das verificações de Due Diligence — especificamente, no risco de que indivíduos envolvidos em atividades criminosas, evasão fiscal ou financiamento do terrorismo possam obter acesso ao território da UE por meio desses programas.

Em resposta, as regras se tornaram mais complexas e os procedimentos de triagem, mais rigorosos. Malta, por exemplo, examina não apenas o investidor e sua família imediata, mas também sua rede mais ampla de associados e parceiros de negócios.

Alex Muscat

Alex Muscat,

Secretário parlamentar para a cidadania de Malta

Consigo entender as preocupações com a segurança, razão pela qual fortalecemos o processo de Due Diligence a um nível incrível, tornando-nos [Malta] um dos Estados-membros mais rigorosos [da União Europeia] no que diz respeito à identificação de solicitantes com intenções inadequadas[3].

Alguns países foram além ao reexaminar solicitações aprovadas em anos anteriores. 

Chipre contratou três empresas independentes para rever todas as solicitações de cidadania por investimento aprovadas antes de 2018, revogando em definitivo a cidadania de 26 investidores apenas em 2019[4]. No entanto, as autoridades responsáveis pelo programa de cidadania por investimento foram absolvidas de acusações de fraude e corrupção pelo tribunal em 2026[5].

Da mesma forma, Vanuatu anunciou uma análise retroativa de todas as cidadanias concedidas desde 2015, ao mesmo tempo em que reforçou seu processo de Due Diligence com a participação da agência britânica FACT UK — uma decisão diretamente ligada à pressão da UE. A partir de março de 2022, cidadãos de Vanuatu que obtiveram seu passaporte por meio do programa de investimento após 25 de maio de 2015 perderam o acesso sem visto ao Espaço Schengen[6]. Em novembro de 2022, a entrada sem visto foi suspensa para todos os cidadãos de Vanuatu[7]. Em dezembro de 2024, o acesso sem visto foi totalmente suspenso[8].

Em 2025, Vanuatu continuou a fortalecer a verificação da Unidade de Inteligência Financeira[9] e posteriormente deu o passo seguinte, atualizando seu processo de faturamento para que todas as taxas sejam pagas diretamente ao Tesouro, 'fechando brechas que podem ter permitido corrupção e abusos ao longo dos anos, os quais comprometeram os programas de cidadania do governo'[10].

Após o cancelamento do acesso sem visto de Vanuatu ao Espaço Schengen, a UE intensificou a fiscalização sobre os programas de cidadania por investimento do Caribe. Em 2023 e 2024, a UE iniciou negociações diretas com Antígua e Barbuda, São Cristóvão e Névis, Dominica, Granada e Santa Lúcia — ameaçando suspender ou limitar o acesso sem visto ao Espaço Schengen, a menos que reforçassem seus padrões de Due Diligence[11]. 

Os países caribenhos responderam elevando os limites mínimos de investimento e as taxas de solicitação, endurecendo os requisitos de documentação e aderindo a acordos aprimorados de troca de informações.

Contexto regulatório

Os desdobramentos na Due Diligence refletem uma tendência global mais ampla em direção a normas mais rígidas contra a lavagem de dinheiro e a evasão fiscal. Em especial, o período de 2022 a 2025 trouxe um endurecimento significativo do arcabouço regulatório global relevante para os programas de cidadania e residência por investimento.

Pacote da UE contra a Lavagem de Dinheiro. Em maio de 2024, o Parlamento Europeu adotou um pacote legislativo histórico contra a lavagem de dinheiro, que entrou em vigor em julho de 2024. Ele é composto por três instrumentos principais: 

  • o novo Regulamento ALD (UE) 2024/1624[12];
  • a Diretiva da UE contra a Lavagem de Dinheiro (UE) 2024/1640[2];
  • e um regulamento que cria a Autoridade para o Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo (AMLA)[13]. 

Os principais pontos do Regulamento ALD (UE) 2024/1624 são:

  1. Aplicabilidade direta em todos os Estados-membros da UE, o que elimina as inconsistências existentes no arcabouço anterior e cria condições verdadeiramente equitativas em toda a UE.
  2. Uma lista ampliada de entidades obrigadas. Além de bancos e instituições financeiras, a lista agora inclui explicitamente: gestores de patrimônio e family offices, agentes imobiliários e profissionais envolvidos em transações imobiliárias, prestadores de serviços de criptoativos, provedores de crédito imobiliário e ao consumidor, plataformas de crowdfunding e comerciantes de bens de alto valor. Para investidores com portfólios diversificados ou estruturas patrimoniais complexas, isso significa que os requisitos de Due Diligence se aplicarão a uma gama mais ampla de suas relações financeiras.
  3. Padrões mais rigorosos de Due Diligence em Relação ao Cliente. As entidades obrigadas devem realizar avaliações de risco individuais para cada relação de clientes, aplicar Due Diligence aprimorada em todos os casos que envolvam jurisdições de alto risco ou Pessoas Politicamente Expostas e monitorar os relacionamentos continuamente — não apenas no momento do cadastro. 
  4. As regras sobre Pessoas Politicamente Expostas, ou PEPs, foram especialmente endurecidas: o período de fiscalização intensificada após a saída de uma pessoa de um cargo público foi estendido, e a suspensão das medidas aprimoradas exige uma reavaliação ativa de risco, e não a simples passagem do tempo.
  5. Transparência dos beneficiários finais. As instituições devem verificar ativamente — e não apenas aceitar declarações sobre — os beneficiários finais de empresas, trusts e estruturas semelhantes. Arranjos de propriedade complexos ou opacos atrairão fiscalização adicional.
Vladlena Baranova

Vladlena Baranova,

Diretora do Departamento Jurídico e de Compliance AML, CAMS, IMCM

Para os investidores que buscam residência ou cidadania por investimento na Europa, o efeito prático é direto: prepare-se para pedidos minuciosos de documentos, perguntas detalhadas sobre a origem dos seus recursos e um monitoramento contínuo rigoroso. Históricos financeiros transparentes e bem documentados tornam esse processo consideravelmente mais simples de gerenciar.

A AMLA está sediada em Frankfurt e garante operações diretas de supervisão. Pela primeira vez, um órgão dedicado em nível da UE possui autoridade vinculativa sobre instituições financeiras e, indiretamente, sobre os padrões de Due Diligence aplicados a atividades de alto risco — incluindo a migração por investimento.

Orientações atualizadas do GAFI/FATF sobre beneficiários finais. Em março de 2023, o GAFI/FATF publicou a Recomendação 25 revisada e atualizou suas orientações sobre transparência e beneficiários finais de arranjos jurídicos. Um ano depois, o GAFI/FATF também atualizou suas orientações baseadas em risco para a Recomendação 25[14]. 

Essas revisões exigem que os países coletem e mantenham informações mais detalhadas sobre os verdadeiros proprietários de trusts e estruturas semelhantes — afetando diretamente os investidores cujo patrimônio é mantido por meio de arranjos societários ou trusts complexos.

OCDE e transparência fiscal. O Padrão de Declaração Comum (CRS) da OCDE, em funcionamento desde 2017, continua a expandir seu alcance. A partir de 2026, mais de 120 jurisdições trocam automaticamente informações de contas financeiras[15]. 

As orientações da OCDE exigem que as jurisdições comuniquem esquemas que representem alto risco de CRS. Isso não impõe obrigações diretas aos investidores; as obrigações de comunicação cabem às instituições financeiras.

A OCDE também introduziu regras específicas para combater o uso indevido de programas de residência e cidadania por investimento para burlar os relatórios do CRS — exigindo que tais programas sejam informados às autoridades fiscais do país de origem do investidor[16].

O novo arcabouço da OCDE — o Acordo Multilateral entre Autoridades Competentes sobre a Troca Automática de Informações Prontamente Disponíveis sobre Bens Imóveis (IPI MCAA) — amplia a infraestrutura existente de troca automática de informações, que já abrange contas financeiras, criptoativos e transações em plataformas digitais. 

O objetivo foi preencher uma lacuna persistente na comunicação fiscal transfronteiriça: até então, as autoridades fiscais de um país tinham visibilidade limitada sobre os imóveis mantidos por seus residentes no exterior. Com o IPI MCAA, isso muda. As administrações tributárias passam a ter acesso sistemático a informações consideradas 'prontamente disponíveis' no país onde o imóvel está localizado — incluindo detalhes de propriedade, valor do imóvel, histórico de transações e renda de aluguel[17].

Elena Kozyreva

Elena Kozyreva,

Diretora-geral de Projetos Imobiliários

Em termos práticos, isso significa que os imóveis, que historicamente formaram uma das classes de ativos menos transparentes do ponto de vista de relatórios fiscais, estão agora sendo integrados à mesma arquitetura de compartilhamento de informações que já se aplica a contas bancárias e carteiras de investimento.

Para investidores que possuem propriedades em várias jurisdições, este é um desdobramento que vale a pena compreender com atenção — não como um motivo de preocupação, mas como parte do ambiente regulatório mais amplo no qual decisões de investimento transfronteiriço são tomadas atualmente.

Esquemas ilegais e descontos oferecidos por agentes fraudulentos

O endurecimento regulatório não eliminou as tentativas de burlar as regras dos programas. Em diversas jurisdições, surge um padrão consistente: agentes ou incorporadores oferecem cidadania abaixo do preço mínimo oficial, organizam financiamentos não oficiais ou estruturam acordos paralelos não declarados. Os investidores que participam — conscientemente ou não — arcam com as consequências.

Os programas de cidadania por investimento no Caribe proíbem expressamente descontos não autorizados, acordos de cashback e financiamento baseado em crédito. 

Em Granada, 8 solicitações foram rejeitadas por violações e 1 investidor que já havia recebido aprovação enfrenta agora a revogação do status. A Agência de Migração por Investimento de Granada respondeu com medidas formais de fiscalização, incluindo a revogação de licenças e o banimento definitivo de agentes em descumprimento.

São Tomé e Príncipe. Apenas 5 meses após o lançamento do seu programa de cidadania por investimento, a Unidade de Cidadania por Investimento de São Tomé revogou a licença de um agente que oferecia o programa por $ 89.000, valor abaixo do limite de investimento estabelecido de $ 90.000. A Unidade descreveu o ato como um precedente, reafirmando uma política de tolerância zero para violações[18]. 

Romênia. Em 2025, o jornal Le Monde publicou uma investigação sobre uma fraude em grande escala envolvendo o processo de cidadania romena por repatriação. Cerca de 19.000 passaportes foram obtidos de forma fraudulenta com o uso de documentos forjados, registros fictícios e dados pessoais roubados — com a participação de funcionários públicos, tabeliães e advogados corruptos[19]. 

Desde então, as autoridades romenas reforçaram os procedimentos de verificação e tornaram mais rígidos os requisitos para os solicitantes.

Vladlena Baranova

Vladlena Baranova,

Diretora do Departamento Jurídico e de Compliance AML, CAMS, IMCM

O padrão em todos esses casos é constante: as violações trazem sérias consequências — rejeição, revogação, inelegibilidade permanente e potencial responsabilidade jurídica. 

Verificar as credenciais e licenças do seu agente antes de assinar qualquer documento é um primeiro passo prático que não custa nada e protege de forma decisiva.

Riscos das ‘opções financeiras’ ou esquemas ‘cinzentos’ na cidadania por investimento

É fundamental conscientizar-se sobre a ilegalidade e as consequências da utilização de 'opções financeiras' não oficiais para burlar as condições dos programas de cidadania por investimento.

Os programas de cidadania por investimento oferecem a indivíduos a oportunidade de se tornarem cidadãos em troca de um investimento financeiro significativo em um país. No entanto, algumas pessoas tentam burlar os requisitos desses programas por meios financeiros ilícitos, o que pode acarretar graves repercussões jurídicas e pessoais.

1. Trata-se de violações legais

Tentar burlar as condições de um programa de CBI por meio de 'opções financeiras' irregulares constitui uma violação das leis do país escolhido. 

Todos os programas de CBI são regulamentados pela legislação local e supervisionados por autoridades governamentais. Prestar informações falsas intencionalmente com o objetivo de fraudar uma autoridade governamental é uma infração grave. 

Além disso, ao assinar a solicitação de cidadania, o cliente confirma e atesta que todas as informações prestadas são verdadeiras. A assinatura do cliente nesse documento é reconhecida em cartório, de modo que ele não poderá se eximir da responsabilidade por eventuais descumprimentos dessas obrigações no futuro.

2. Risco de perda da cidadania

O envolvimento em atividades financeiras ilegais ou a prestação de informações falsas na solicitação de cidadania pode resultar na revogação da cidadania obtida e em severas consequências jurídicas, incluindo processos administrativos ou criminais e a inabilitação para participar de outros programas de investimento.

3. Consequências financeiras

Indivíduos envolvidos em tais práticas podem enfrentar sanções financeiras substanciais, incluindo a perda dos recursos investidos e despesas com honorários advocatícios. 

Esquemas financeiros são oferecidos com maior frequência por empresas de estruturas opacas, empresas offshore fechadas e contrapartes sem a devida licença. Com tais parceiros, nunca haverá garantia de que você não perderá todo o valor do seu investimento.

4. Processo criminal

Práticas financeiras ilícitas associadas à burla das condições dos programas de CBI podem resultar em processo criminal, manchando a reputação do indivíduo e limitando oportunidades futuras.

Como os governos combatem as 'opções financeiras' irregulares

Governos e órgãos reguladores estão aumentando a conscientização pública sobre os riscos das 'opções financeiras' irregulares e esquemas cinzentos, ressaltando a importância de realizar uma Due Diligence minuciosa antes de participar de programas de CBI. 

Além disso, a União Europeia conduz um trabalho específico e prepara ações em relação a infrações em programas de CBI. Em resposta a um pedido da Comissão Especial sobre Crimes Financeiros, Evasão Fiscal e Elisão Fiscal do Parlamento Europeu para um estudo sobre esquemas de CBI e RBI na UE, foi desenvolvida uma metodologia inovadora para identificar questões que apresentam desafios específicos, levando em consideração as preocupações de todas as partes envolvidas.

Os programas de CBI estão adotando medidas ativas (Acordo dos Programas de Cidadania por Investimento sobre os Seis Princípios de CBI) para combater 'opções financeiras' e esquemas cinzentos, por meio do fortalecimento da Due Diligence, do aumento da supervisão regulatória, da promoção da cooperação global, de reformas legislativas, da conscientização pública e da implementação de mecanismos estratégicos de triagem.

Vladlena Baranova

Vladlena Baranova,

Diretora do Departamento Jurídico e de Compliance AML, CAMS, IMCM

Potenciais investidores dispostos a assumir tais riscos devem estar cientes de que os programas de CBI estão implementando mecanismos estratégicos de triagem para identificar e rejeitar solicitantes envolvidos em 'opções financeiras' irregulares ou esquemas cinzentos, preservando a integridade do processo de aquisição da cidadania.

A Immigrant Invest é um agente licenciado em programas de CBI e jamais tolerará tais riscos para seus clientes e para sua própria reputação.

Como a Due Diligence traz benefícios aos investidores além da solicitação

Ser aprovado na Due Diligence uma vez traz consequências de longo prazo que podem simplificar diversos processos nos anos seguintes.

Futuro protegido

Um processo rigoroso de Due Diligence oferece mais do que um caminho para a aprovação da cidadania ou residência — proporciona segurança de longo prazo. 

Quando uma agência governamental analisa minuciosamente o histórico do solicitante, o risco de uma revogação posterior diminui significativamente. Dito isso, todos os programas preveem condições sob as quais o status pode ser retirado, como condenações criminais ou inclusão em listas de sanções. 

A manutenção do status obtido depende do cumprimento contínuo dos termos do programa e da legislação aplicável.

Riscos identificados e formas de mitigá-los

Existe a questão do que uma análise preliminar profissional pode revelar que o investidor talvez não antecipe por conta própria. 

O status de Pessoa Politicamente Exposta, por exemplo, é definido de forma diferente conforme a jurisdição — um investidor pode não se considerar PEP perante as leis do seu país de origem e, ainda assim, enquadrar-se nessa condição segundo as regras do país do programa. Nossos Oficiais certificados de Compliance em Prevenção à Lavagem de Dinheiro estão familiarizados com essas distinções e as contemplam em cada análise preliminar que realizamos.

Experiência prática

A Due Diligence é um requisito padrão para qualquer atividade financeira de porte na UE: abrir uma conta bancária, comprar um imóvel ou realizar uma transação expressiva envolvem procedimentos de verificação equivalentes. 

O investidor que passou por um processo de Due Diligence bem preparado compreende o que é exigido, mantém sua documentação organizada e fica mais bem posicionado para cumprir esses requisitos com eficiência no futuro.

Trabalhar com uma equipe experiente significa chegar a cada verificação subsequente — seja bancária, imobiliária ou de outro programa de CBI ou RBI — com uma visão clara das perguntas que serão feitas, um histórico estruturado dos seus negócios e um conjunto completo de documentos de apoio previamente preparados. Essa preparação, construída uma vez com o devido cuidado, continuará sendo valiosa muito além da solicitação inicial.

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Fontes

  1. Fonte: As Recomendações mais recentes do GAFI/FATF podem ser encontradas no site oficial.
  2. Fonte: A Diretiva 2024/1640 do Parlamento Europeu e do Conselho destina-se a evitar a utilização do sistema financeiro para efeitos de lavagem de dinheiro ou financiamento do terrorismo, alterando a Diretiva 2019/1937 e a Diretiva (UE) 2015/849.
  3. Fonte: O comentário de Alex Muscat sobre os programas de migração por investimento foi publicado no artigo do Times of Malta em 2021.
  4. Fonte: A BBC News informou sobre o processo de investigação e os resultados em 2019.
  5. Fonte: A decisão do Tribunal Criminal composto por três juízes foi noticiada pela Reuters em fevereiro de 2026.
  6. Fonte: A decisão de suspender parcialmente o acordo de isenção de visto com Vanuatu devido aos riscos apresentados por esquemas de passaporte dourado foi publicada no site oficial do Conselho Europeu.
  7. Fonte: A decisão de suspender totalmente o acordo de viagens sem visto com Vanuatu foi publicada no site oficial do Conselho Europeu.
  8. Fonte: A decisão de cancelar a isenção de visto para cidadãos de Vanuatu foi publicada no site oficial do Conselho Europeu.
  9. Fonte: Todas as disposições do procedimento revisado foram descritas no Notificado do Governo de 14 de janeiro de 2025.
  10. Fonte: A decisão da Comissão de Cidadania foi publicada pelo Daily Post de Vanuatu em abril de 2025.
  11. Fonte: A abordagem adotada pela UE em relação aos programas de cidadania e residência por investimento está descrita no briefing correspondente publicado em setembro de 2024.
  12. Fonte: O texto integral do Regulamento (UE) 2024/1624 está publicado no site oficial da União Europeia.
  13. Fonte: Mais informações sobre a AMLA podem ser encontradas no site oficial da agência.
  14. Fonte: As orientações sobre Beneficiários Finais e Transparência de Arranjos Jurídicos podem ser encontradas no site oficial do GAFI/FATF.
  15. Fonte: A lista completa de países pode ser encontrada no site oficial da OCDE.
  16. Fonte: Em 2023, a OCDE e o GAFI/FATF publicaram um relatório conjunto sobre o uso indevido de programas de cidadania e residência por investimento.
  17. Fonte: O texto integral do Acordo Multilateral entre Autoridades Competentes sobre a Troca Automática de Informações Prontamente Disponíveis sobre Bens Imóveis está publicado no site oficial da OCDE
  18. Fonte: O incidente foi descrito pelo recurso IMI Daily.
  19. Fonte: A investigação do Le Monde sobre o uso fraudulento de documentos romenos forjados foi publicada em dezembro de 2025.

Perguntas frequentes

  • Por que o solicitante deve passar pela verificação de Due Diligence?

    A Due Diligence é o processo de verificação que assegura que o solicitante e seus sócios não estejam envolvidos em lavagem de dinheiro, evasão fiscal, financiamento do terrorismo ou outras atividades ilegais. Trata-se de um requisito padrão em uma ampla variedade de transações financeiras e jurídicas relevantes — incluindo a compra de imóveis e grandes contratos comerciais.

    No contexto da cidadania e residência por investimento, é também a etapa central do processo de solicitação: o agente autorizado realiza uma verificação preliminar antes do envio, e o departamento governamental responsável pelo programa conduz a verificação oficial após a apresentação do pedido.

  • Quem não consegue passar na verificação de Due Diligence?

    O resultado depende dos requisitos específicos do programa em questão.

    Em regra, solicitantes com condenação criminal que permaneça em vigor não passarão na Due Diligence. O resultado também pode ser impactado negativamente por sanções impostas pela União Europeia ou pelos Estados Unidos, ou por recusas anteriores de visto, autorização de residência ou cidadania em outro país.

    Vale destacar também que muitos programas restringem solicitações de cidadãos de determinados estados. São Cristóvão e Névis, por exemplo, não aceita pedidos de cidadãos do Irã, Afeganistão, Coreia do Norte ou Síria. Restrições semelhantes existem em outros programas, e a elegibilidade por nacionalidade deve sempre ser confirmada antes do início dos trabalhos preparatórios.

  • Quem passa pela fiscalização mais rigorosa?

    Diversas categorias de fatores de risco podem afetar o resultado da análise de Due Diligence:

    1. Risco do país. Cidadãos de determinados países — incluindo Afeganistão, Irã e Iêmen — estão sujeitos a uma fiscalização mais detalhada por padrão.
    2. Risco do setor. Empresas que atuam em setores como extração mineral, comércio de bens de luxo, jogos de azar ou transporte de cargas podem esperar uma análise mais aprofundada sobre suas fontes de renda.
    3. Estrutura corporativa. Empresas registradas em jurisdições offshore, arranjos societários complexos, fundos, fundos de hedge e trusts são tratados como estruturas de risco elevado.
    4. Histórico pessoal. Políticos, servidores públicos, indivíduos que figuraram como réus em processos judiciais, pessoas com cobertura negativa na mídia e qualquer pessoa que tenha passado por falência enfrentam, em geral, uma análise mais minuciosa.

    A presença de qualquer um desses fatores não impede a aprovação — mas exige uma preparação mais rigorosa. Uma verificação preliminar de Due Diligence com um agente autorizado permite identificar os fatores aplicáveis à sua situação e reunir a documentação necessária para tratá-los com eficácia.

  • Quanto tempo leva a Due Diligence e quanto custa?

    Dependendo do país, a verificação de Due Diligence dura de 3 semanas a mais de 8 meses e custa no mínimo $ 5.000.

  • Como se preparar para a Due Diligence?

    Escolha um agente autorizado com especialização dedicada em compliance e departamento próprio de Due Diligence. É aconselhável assinar o contrato e realizar pagamentos somente após a conclusão da verificação preliminar e a identificação de eventuais riscos.

    Desde o início, compartilhe informações completas e precisas sobre você, sua família e seus negócios — incluindo detalhes que possam parecer desfavoráveis. Quanto melhor seu agente compreender sua situação, em melhores condições estará para preparar uma solicitação consistente e antecipar questionamentos antes que o departamento governamental tenha motivos para formulá-los.

  • Por que uma verificação rigorosa de Due Diligence é vantajosa?

    O investidor que passa por um processo de Due Diligence bem preparado por uma equipe profissional enfrentará verificações subsequentes — para uma transação imobiliária, abertura de conta bancária ou outro programa de cidadania ou residência por investimento — de forma significativamente mais simples. Ele saberá quais perguntas esperar e já terá os documentos necessários organizados.

    Vale notar também que um processo rigoroso de Due Diligence, embora exigente, atende aos interesses do investidor no longo prazo. Quando um departamento governamental analisa minuciosamente a solicitação, a probabilidade de revogação futura do passaporte ou da autorização de residência reduz-se significativamente. O status obtido por meio de um processo conduzido adequadamente é estável e seguro.

  • Qual é a diferença entre ‘origem dos recursos’ e ‘origem do patrimônio’?

    Origem dos recursos (source of funds) refere-se ao dinheiro específico utilizado para o investimento qualificado — salário, dividendos ou valores oriundos da venda de um bem.

    Origem do patrimônio (source of wealth) explica como sua posição financeira global foi construída ao longo do tempo. Um histórico consistente sobre a origem do patrimônio é amparado por registros datados e cruzado com declarações de imposto de renda e extratos bancários.

  • O que acontece se eu receber uma ‘Carta de Intenção de Recusa’?

    Leia cada apontamento com atenção e elabore uma resposta estruturada dentro do prazo concedido. Responda a cada ponto apresentado com evidências datadas e verificáveis — registros bancários, contratos, certidões e declarações fiscais.

    Se uma entrevista for oferecida, encare-a como uma oportunidade para esclarecer os fatos, e não para contestar as preocupações da autoridade.

    A Immigrant Invest cuida de todos os preparativos caso uma ‘Carta de Intenção de Recusa’ seja recebida.

  • As entrevistas de Due Diligence são obrigatórias em todos os programas caribenhos de cidadania por investimento?

    Sim, todos os programas caribenhos de cidadania por investimento exigem a realização de uma entrevista online. Contudo, essa exigência aplica-se apenas a solicitantes acima de uma determinada idade especificada nos termos do programa.

  • Posso obter cidadania por investimento se for uma Pessoa Politicamente Exposta (PEP)?

    Sim, embora o padrão de exigência probatória seja mais elevado. Deve-se esperar uma reconstrução mais detalhada da origem do patrimônio, verificações ampliadas e um período de análise mais longo.

  • Recusas anteriores de visto ou residência afetam minha solicitação?

    Podem afetar. Todas as recusas anteriores — e o contexto relacionado a elas — devem ser informadas desde o início. Omissões costumam vir à tona durante as verificações das autoridades e complicam ainda mais o processo.

  • As sanções constituem um fator eliminatório?

    Na maioria das jurisdições, sim. Mesmo vínculos indiretos com indivíduos ou entidades sancionadas exigem uma avaliação cuidadosa e documentação clara que comprove o desligamento.

  • E se houver alguém com histórico criminal que compartilhe o meu nome?

    Apresente documentos de identificação diferenciadores — certidões oficiais, por exemplo — e demonstre claramente a divergência entre datas, locais e qualificações pessoais.

    Tivemos um caso assim em nossa prática: durante a análise preliminar de Due Diligence, identificamos que um criminoso condenado possuía o mesmo nome e sobrenome do nosso cliente — uma coincidência que, se não tratada, poderia ter levado a uma recusa injusta da solicitação.

    Para resolver a questão, reunimos provas documentais que estabeleceram, além de qualquer dúvida razoável, que nosso cliente e o indivíduo em questão eram pessoas distintas. Especificamente, identificamos registros que comprovavam que nosso cliente estava em processo de abertura de empresa no mesmo período em que o indivíduo condenado cumpria pena em regime fechado — tornando qualquer ligação entre os dois factualmente impossível.

    A solicitação final incluiu uma certidão de antecedentes criminais sem apontamentos acompanhada de uma nota explicativa detalhada, fundamentada na documentação pertinente, demonstrando de forma inequívoca que o cliente não tinha qualquer relação com a pessoa de mesmo nome. Essa abordagem permitiu que o departamento governamental responsável analisasse o pedido com clareza e adotasse uma decisão fundamentada e favorável ao nosso cliente.

  • Posso dar entrada novamente após uma recusa?

    Em alguns países, sim — normalmente após um período de carência definido ou mediante uma alteração substancial nas circunstâncias do solicitante. As condições variam de acordo com a jurisdição e devem ser analisadas cuidadosamente antes de qualquer nova etapa.

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Desenvolveremos uma solução individual, selecionaremos um país e um status que resolverão seus problemas e acompanharemos todo o processo.

Zlata Erlach
Zlata Erlach

Diretora do escritório na Áustria

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