Na maioria dos países que oferecem programas de cidadania, é oficialmente impossível obter um passaporte investindo diretamente em criptomoedas. Os ativos digitais devem primeiro ser vendidos, transferidos para uma conta bancária e ter sua legalidade totalmente documentada.
No entanto, em 2023, surgiu a primeira exceção, abrindo um caminho direto para investidores em criptomoedas obterem um segundo passaporte.
Este artigo desmistifica os mitos mais persistentes sobre o uso de cripto para a obtenção de cidadania, explica onde os ativos digitais realmente podem ser investidos para obter um passaporte e orienta como preparar sua solicitação para evitar recusas devido a problemas de Due Diligence.
Existem programas de cidadania por investimento que aceitam criptomoedas?
O cenário global da cidadania por investimento está em constante evolução, mas a maioria dos programas ainda não aceita pagamentos diretos em criptomoedas. Os solicitantes devem converter seus ativos digitais em moedas fiduciárias reconhecidas e passar por verificações rigorosas que comprovem a origem lícita dos recursos.
Em dezembro de 2023, El Salvador se tornou o primeiro — e até agora o único — país a aceitar oficialmente criptomoedas. Seu programa Freedom Visa permite contribuições em Bitcoin, BTC, e Tether, USDT. Caso contrário, a cidadania por investimento permanece estritamente baseada em moeda fiduciária em todo o mundo, pois governos e bancos tratam criptomoedas como bens ou commodities, em vez de moeda de curso legal.

Com a confiança de 10.000+ investidores
Encontre o segundo passaporte ideal para você
Das criptomoedas à cidadania: convertendo em moeda fiduciária
Obter a cidadania por meio de um investimento direto em criptomoedas é impossível na maioria das jurisdições devido ao status jurídico dos ativos digitais. Esses ativos são reconhecidos como commodities, e não como moeda ou dinheiro. Isso significa que, para usá-los na compra da cidadania, as moedas virtuais precisam ser vendidas primeiro.

Vladlena Baranova,
Diretora do Departamento Jurídico e de Compliance AML, CAMS, IMCM
Como analogia, suponha que você possua uma Lamborghini no valor de $ 500.000. Você não pode investir o carro diretamente na economia de outro país.
Primeiro, você deve formalizar um contrato de compra e venda da Lamborghini, vendê-la, receber o dinheiro, transferi-lo para uma conta bancária e pagar os impostos devidos. Somente então você poderá usar o dinheiro para obter a cidadania por investimento.
O mesmo princípio se aplica às criptomoedas. Legalmente, o Bitcoin é tratado como uma commodity, assim como uma Lamborghini.
Os bancos são outra razão pela qual um investidor em cripto precisa converter suas criptomoedas antes de solicitar a cidadania por investimento. Para participar de um programa de cidadania, o solicitante deve pagar uma contribuição de investimento e outras taxas governamentais. No entanto, os bancos não podem aceitar criptomoedas — apenas moeda fiduciária, ou seja, moedas emitidas pelo governo não lastreadas em um padrão de commodities.
Um investidor pode usar criptomoedas no processo de obtenção da cidadania apenas para demonstrar a solvência e a legalidade de sua renda. A única maneira de obter a cidadania com capital em cripto é convertendo os ativos digitais em moeda fiduciária.
Como comprovar a legalidade da renda proveniente de criptomoedas
Para usar o dinheiro da venda de criptomoedas para participar de um programa de cidadania por investimento, é essencial comprovar a origem lícita dos recursos. Caso contrário, a solicitação de segunda cidadania será rejeitada.
Ativos em cripto e a verificação de Due Diligence
A Due Diligence é uma etapa crucial de qualquer programa de cidadania por investimento, incluindo aqueles que possam envolver criptomoedas. A autoridade governamental que administra o programa deve verificar se o dinheiro destinado ao investimento foi obtido legalmente.
Para passar na verificação de Due Diligence, o investidor deve demonstrar a origem lícita dos recursos utilizados para comprar a criptomoeda, bem como detalhes sobre para quem, como e a que preço a criptomoeda foi vendida. O investidor também precisa declarar se os impostos foram pagos sobre essas transações. Documentar esse processo pode ser um desafio.
Um solicitante não pode simplesmente apresentar uma mala de dinheiro, alegar que veio da venda de bitcoins e solicitar a cidadania. Tal solicitação falharia na verificação de Due Diligence.

Com a confiança de 10.000+ investidores
Entendendo a Due Diligence: o que envolve e como se preparar
Comprovantes não aceitos por bancos e governos
Mostrar moedas em uma carteira. Isso não confirma como as moedas foram obtidas — seja por meio de uma compra legítima ou por atividades ilegais, como ataques de hackers. As carteiras também podem conter “moedas sujas” ligadas a roubo ou fraude, as quais plataformas regulamentadas não aceitarão.
Venda por meio de corretoras não regulamentadas ou em dinheiro para amigos. Essas transações não são aceitas pelos bancos, pois eles não podem confirmar a origem lícita dos recursos.
Transações em dinheiro sem contrato. Mostrar apenas que o dinheiro apareceu em uma conta bancária é insuficiente. No mínimo, é necessário um contrato de venda adequado. É extremamente improvável que capturas de tela de conversas ou negociações peer-to-peer sejam reconhecidas como prova válida.
Comprovantes que fortalecem a solicitação do investidor
Negociação em plataformas regulamentadas. Plataformas em jurisdições como EUA ou Suíça exigem verificações de KYC e prevenção à lavagem de dinheiro, confirmando tanto a identidade do investidor quanto a legitimidade dos recursos.
Pagamento de todos os impostos. Declarar e pagar impostos sobre os lucros com criptomoedas fortalece o caso do investidor e reduz o risco de recusa durante a Due Diligence.
Reinvestimento dos ganhos em um negócio. Abrir uma empresa com renda documentada fornece uma origem dos recursos transparente e aceitável. Muitos investidores obtiveram cidadania com sucesso dessa forma.

Vladlena Baranova,
Diretora do Departamento Jurídico e de Compliance AML, CAMS, IMCM
Não posso recomendar uma opção específica para legalizar a renda proveniente de criptomoedas. Tudo depende da situação, da jurisdição e da disposição do investidor em pagar impostos.
Para minimizar os riscos de recusa da solicitação do investidor, ele deve entrar em contato com um advogado especializado em transações com criptomoedas.
Existem muitos anúncios na internet oferecendo cidadania por investimento em criptomoedas. Na realidade, trata-se de intermediários que convertem a criptomoeda do investidor em dólares ou euros e, em seguida, transferem os recursos para um fundo nacional ou os investem em ativos do país escolhido.
No entanto, o próprio investidor pode converter as criptomoedas e, em seguida, entrar em contato com o agente autorizado do programa de investimento.
Benefícios e riscos da cidadania baseada em criptomoedas
5 principais benefícios
Obter um segundo passaporte por investimento, inclusive por meio do uso de renda de cripto legalizada, oferece uma série de oportunidades para os investidores e suas famílias:
-
viagens sem visto para mais de cem países, incluindo a UE e o Reino Unido em muitos programas;
-
Plano B seguro em caso de instabilidade política ou econômica no país de origem;
-
acesso a melhores sistemas de saúde e educação para toda a família;
-
regimes fiscais vantajosos, incluindo isenções de impostos sobre ganho de capital, herança ou patrimônio em certas jurisdições;
-
oportunidades de negócios globais, como facilidade para registro de empresas, acesso a serviços bancários internacionais e expansão para novos mercados.
Principais riscos a considerar
Requisitos reforçados de Due Diligence. As solicitações que envolvem criptomoedas estão sujeitas a uma análise mais rigorosa desde o início. Mesmo que todos os documentos estejam em ordem, os órgãos reguladores podem levar mais tempo, solicitar provas adicionais e examinar o histórico do solicitante de forma mais aprofundada do que em casos tradicionais.
Complicações com a origem dos recursos. Comprovar a legalidade do patrimônio em cripto exige mais documentação do que investimentos tradicionais. Os solicitantes devem demonstrar quando, onde e como a criptomoeda foi adquirida e vendida, além de fornecer comprovantes de pagamento de impostos.
Volatilidade regulatória. As regulamentações sobre criptomoedas variam entre as jurisdições e estão em constante evolução. O que é legal hoje pode enfrentar restrições amanhã, enquanto algumas áreas permanecem em uma zona cinzenta sem leis claras.
Risco de moedas contaminadas. Mesmo se compradas legalmente, algumas moedas podem estar vinculadas a ataques virtuais, roubos ou mercados ilícitos. A análise de blockchain pode revelar tais associações, e os oficiais de compliance podem rejeitar esses recursos, independentemente da boa-fé do investidor.
Boatos e fatos sobre a possibilidade de obter cidadania ou residência por criptomoedas
El Salvador: o único país que concede cidadania diretamente por criptomoedas
Requisitos de investimento. O Freedom Visa exige uma contribuição não reembolsável de $ 1 milhão, pagável em Bitcoin, Tether ou dólares americanos. Há também uma taxa de registro de $ 999 por solicitante, paga em cripto.
Elegibilidade. Os solicitantes devem ter pelo menos 18 anos e ter antecedentes criminais limpos.
Familiares podem ser incluídos na mesma solicitação: normalmente cônjuges, filhos dependentes menores de 18 anos e, em alguns casos, pais idosos.
O programa aceita todas as nacionalidades e permite a dupla cidadania.
Processo. A solicitação é totalmente remota, levando de 4 a 6 semanas em casos padrão, embora algumas solicitações possam se estender por 2 a 4 meses, dependendo dos requisitos de Due Diligence. Os solicitantes não precisam visitar El Salvador.
Limites. O programa é limitado a 1.000 aprovações por ano.
Benefícios de viagem. O passaporte de El Salvador oferece acesso sem visto ou com visto na chegada a mais de 130 países, incluindo o Espaço Schengen e Singapura.
Contexto legal. Embora El Salvador tenha reconhecido o Bitcoin como moeda de curso legal em 2021, esse status foi removido em abril de 2025. No entanto, o programa Freedom Visa continua operando e aceitando pagamentos em criptomoedas, pois se enquadra em uma legislação específica de imigração por investimento, em vez das leis gerais de moeda.
Criptomoedas para cidadania do Caribe e de Vanuatu
Vanuatu. No outono de 2017, a imprensa divulgou que o governo de Vanuatu estava pronto para conceder cidadania por meio do investimento em criptomoedas. No entanto, uma semana depois, a unidade de cidadania por investimento de Vanuatu desmentiu a informação, declarando que todos os pagamentos continuariam sendo feitos em dólares americanos.
Desde então, nenhuma transação direta em criptomoedas foi aceita para a cidadania por investimento de Vanuatu.
Antígua e Barbuda. Em meados de 2018, surgiram alegações de que Antígua e Barbuda estaria considerando aceitar Bitcoin para a cidadania por investimento. Contudo, nenhuma medida oficial foi implementada e o programa ainda exige pagamentos em moeda fiduciária.
São Cristóvão e Névis. Diversos veículos de comunicação afirmaram que São Cristóvão e Névis aceitaria 3,89 BTC como alternativa à sua contribuição padrão para a cidadania por investimento.
De acordo com um comunicado oficial do governo, a Unidade de Cidadania por Investimento negou categoricamente qualquer possibilidade de pagamentos diretos em criptomoedas. Os solicitantes devem converter os ativos digitais em moeda fiduciária e pagar por meio de bancos reconhecidos.
Criptomoedas para o Golden Visa dos EAU
Em meados de 2024, diversos veículos de notícias sobre cripto informaram que os investidores poderiam obter um Golden Visa dos EAU de 10 anos ao fazer o staking de pelo menos $ 100.000 em Toncoin por 3 anos e pagar uma taxa de processamento de $ 35.000.
Foi informado que o processo levaria cerca de 7 semanas e cobriria o cônjuge, os filhos e os pais do solicitante. O anúncio se espalhou rapidamente, gerando especulações entre os detentores de criptomoedas.
Pouco depois, as três principais autoridades reguladoras dos EAU desmentiram publicamente o relatório, esclarecendo que nenhum visto de residência pode ser concedido em troca de investimentos em Toncoin ou qualquer outra criptomoeda.
Após a declaração oficial, o preço do Toncoin caiu cerca de 10%, destacando a volatilidade e os riscos de confiar em anúncios não verificados no setor de criptomoedas.
Tendências de regulamentação de criptomoedas no Caribe e na Europa
O mercado de criptomoedas está crescendo rapidamente e muitos governos estão trabalhando para se adaptar. Os órgãos reguladores devem elaborar legislações que reconheçam as criptomoedas como ativos ou métodos de pagamento consolidados. Isso ampliará as oportunidades para os investidores em cripto e simplificará o procedimento de Due Diligence.
Legislação sobre criptomoedas no Caribe
Moeda digital de banco central. Os governos do Caribe estão trabalhando para melhorar sua reputação entre os detentores de criptomoedas. O Banco Central do Caribe Oriental (ECCB), que atende a oito países caribenhos, desenvolve a moeda digital única da região, a DCash, desde 2019.
Legislação de Antígua e Barbuda. Em junho de 2020, Antígua e Barbuda promulgou o Digital Assets Business Act, estabelecendo uma estrutura legal para empresas de ativos digitais, incluindo corretoras, carteiras, intermediários e provedores de serviços de pagamento. A lei entrou em vigor em maio de 2021, posicionando Antígua e Barbuda entre as primeiras nações caribenhas com uma regulamentação abrangente sobre cripto.
Legislação de São Cristóvão e Névis. Em 2025, a Unidade de Cidadania por Investimento de São Cristóvão e Névis introduziu uma nova opção que permite aos solicitantes usar criptomoedas como parte da origem do patrimônio ao solicitar a cidadania.
Isso não significa que as contribuições ou investimentos possam ser pagos diretamente em Bitcoin ou outros ativos digitais; todas as taxas do programa ainda devem ser liquidadas em moeda fiduciária. No entanto, os saldos em criptomoedas agora podem ser aceitos como parte do comprovante de recursos do solicitante.
A opção inclui taxas adicionais de Due Diligence e exige documentação especial para verificar a origem dos ativos digitais. Essa medida sinaliza um passo cauteloso, porém importante, no acolhimento a investidores de cripto, mantendo os rigorosos padrões de conformidade do programa.

Com a confiança de 10.000+ investidores
Compare os programas de cidadania caribenha por investimento
Legislação europeia sobre criptomoedas
Em 24 de setembro de 2020, a Comissão Europeia propôs a Regulamentação dos Mercados de Criptoativos, conhecida como MiCA, como parte de seu Pacote de Finanças Digitais. A MiCA oferece uma estrutura unificada em toda a UE para criptoativos, provedores de serviços e stablecoins. Ela estabelece regras para autorização, obrigações de divulgação, proteção ao consumidor e integridade do mercado.
A MiCA foi implementada em duas etapas:
-
A partir de 30 de junho de 2024, entraram em vigor as regras relativas a tokens referenciados a ativos e tokens de moeda eletrônica, como as stablecoins.
-
A partir de 30 de dezembro de 2024, as disposições restantes tornaram-se totalmente aplicáveis, incluindo requisitos para provedores de serviços de criptoativos e ofertas públicas de criptoativos.
Com a MiCA totalmente em vigor, a Europa oferece agora um ambiente regulatório claro para empresas de cripto, proporcionando aos investidores maior proteção e segurança.
Perspectivas de longo prazo
Todas essas medidas simplificarão a participação de investidores em cripto nos programas de cidadania por investimento. Os investidores poderão comprar e vender criptomoedas legalmente em plena conformidade com a legislação da União Europeia, facilitando a comprovação da legalidade de seus ativos e recursos.
Também há a expectativa de que os mecanismos de liquidação e conversão se desenvolvam, permitindo que os investidores transfiram recursos diretamente em criptomoedas.
Como obter a cidadania por investimento
Cada país tem suas próprias regras para a obtenção da cidadania por investimento. O valor exigido, as opções de investimento disponíveis, o período mínimo de manutenção do investimento, os requisitos do solicitante, os custos e as condições de participação no programa variam de acordo com a jurisdição.
Opções de investimento
Os investimentos são divididos em dois grupos:
- contribuições não reembolsáveis — não podem ser recuperadas.
- investimentos com possibilidade de retorno — podem ser recuperados após determinado período de manutenção. Por exemplo, investimentos em imóveis, títulos, um negócio ou participação em uma empresa local normalmente podem ser vendidos após alguns anos de manutenção, permitindo ao investidor manter qualquer lucro obtido.
Além do investimento propriamente dito, os solicitantes também devem pagar taxas governamentais, custos de tradução e legalização e taxas de Due Diligence. Na compra de imóveis, há despesas adicionais, como serviços de imobiliária, cartório e impostos.
Critérios de elegibilidade
Os requisitos de elegibilidade também variam segundo o país. A principal condição é comprovar renda ou economias suficientes para manter a residência no país escolhido.
A cidadania por investimento geralmente pode ser concedida a toda a família, incluindo cônjuges, filhos e pais. No entanto, taxas adicionais são cobradas por cada membro familiar incluído na solicitação.
Programas de cidadania por investimento na Oceania, no Caribe e no Oriente Médio
Oceania: cidadania de Vanuatu
O programa de cidadania por investimento de Vanuatu exige uma contribuição não reembolsável mínima de $ 130.000. Outra opção é investir pelo menos $ 157.000 no desenvolvimento da produção de óleo de coco.
O processo de obtenção da cidadania pode ser concluído em um mês.
Vanuatu oferece os seguintes incentivos fiscais: isenção de imposto de renda, isenção de imposto sobre herança e empresas internacionais são isentas do pagamento de impostos corporativos. Isso significa que os investidores não estão sujeitos a impostos sobre a venda de criptomoedas.
Caribe: 5 programas de cidadania
Os estados caribenhos de Antígua e Barbuda, Dominica, Santa Lúcia, Granada e São Cristóvão e Névis também oferecem cidadania por investimento.
O limite mínimo de investimento para uma contribuição não reembolsável varia de $ 200.000 a $ 250.000, dependendo do país. As opções com possibilidade de retorno podem incluir a compra de imóveis ou títulos públicos.
O processo para se tornar um cidadão caribenho é remoto e leva pelo menos 6 meses para ser concluído.
Os cidadãos caribenhos desfrutam de acesso sem visto ao Espaço Schengen e podem passar até 180 dias por ano no Reino Unido. O passaporte caribenho também concede incentivos fiscais, a possibilidade de registrar empresas internacionais e a opção de abrir contas em bancos caribenhos.
No Caribe, o inglês é o idioma oficial, o que facilita a integração com os habitantes locais e a comunicação com as autoridades governamentais.
Os estados caribenhos não cobram imposto sobre ganho de capital, inclusive sobre a venda de criptomoedas, e não há impostos sobre herança ou patrimônio.
Oriente Médio: cidadania da Turquia
O programa de cidadania por investimento da Turquia é uma das opções mais procuradas por investidores que buscam um segundo passaporte.
As principais opções incluem:
- Compra de imóvel — a opção mais procurada, exigindo um investimento a partir de $ 400.000.
- Investimento empresarial — contribuição de pelo menos $ 500.000 para o capital de uma empresa turca ou abertura de uma nova empresa que crie no mínimo 50 postos de trabalho.
- Depósito bancário — aplicação a partir de $ 500.000 em depósito em um banco turco.
- Títulos públicos — compra a partir de $ 500.000 em títulos públicos turcos.
- Cotas de fundos de investimento — aplicação a partir de $ 500.000 em cotas de um fundo qualificado.
O passaporte turco concede viagens sem visto para mais de 120 países e permite ao titular solicitar o visto de investidor E‑2 dos EUA. Os cidadãos obtêm o direito de morar, trabalhar e empreender na Turquia, além de ter acesso aos sistemas de saúde e educação do país.
Comparação das opções de cidadania para investidores
Como a Immigrant Invest ajuda os investidores a escolher a cidadania ideal
Ao escolher um país para obter a segunda cidadania, os investidores devem considerar não apenas o valor do investimento e a possibilidade de retorno, mas também as oportunidades de mobilidade e benefícios, a estabilidade política e econômica do país, as regras tributárias e eventuais requisitos de residência.
A Immigrant Invest ajuda os investidores a selecionar a opção de cidadania que melhor atenda aos seus objetivos e orçamento, escolher imóveis se necessário, preparar os documentos necessários, enviar a solicitação e oferecer suporte em cada etapa até o recebimento do passaporte.
Principais conclusões sobre a obtenção de passaportes com criptomoedas
- Em geral, as criptomoedas não podem ser usadas diretamente para a compra de cidadania, pois a maioria dos programas aceita apenas moeda fiduciária. A rara exceção é El Salvador, que criou um modelo exclusivo para investidores em criptomoedas.
- O principal desafio está em comprovar a origem lícita dos recursos. Sem uma documentação transparente, mesmo um patrimônio expressivo em criptomoedas não pode ser utilizado com sucesso em um programa de cidadania por investimento.
- Os governos estão desenvolvendo gradualmente estruturas regulatórias para ativos digitais, principalmente na Europa e no Caribe. Esses avanços podem, futuramente, simplificar o caminho para investidores em cripto.
- Utilizar corretoras regulamentadas, pagar impostos e reinvestir os lucros em negócios legítimos são as estratégias mais seguras para transformar o patrimônio digital em uma origem comprovada de recursos.
- Atualmente, a cidadania por investimento está disponível em diversos países, incluindo El Salvador, Turquia, Vanuatu, Antígua e Barbuda, Dominica, Granada, Santa Lúcia e São Cristóvão e Névis.
A Immigrant Invest é um agente autorizado para programas de cidadania e residência por investimento na UE, no Caribe, na Ásia e no Oriente Médio. Aproveite nossos 15 anos de experiência global — agende uma reunião com nossos especialistas em programas de investimento.























